20 de set de 2012

Novas formas de convenção de espetáculos



O Centro Cultural Justiça Federal vai abrigar, durante o mês de outubro, o curso "Novas formas de convenção de espetáculos". Trata-se da segunda etapa do projeto "Em revista, o teatro brasileiro no século XX", que teve sua primeira edição ministrada em abril. O curso possui um caráter teórico e procura destacar como as revistas especializadas e os suplementos jornalísticos reproduziram, em suas páginas, as constantes reações de grupos e companhias teatrais em rejeitar códigos e procedimentos estéticos em conformidade com os padrões estabilizados da linguagem teatral. 


Local: Centro Cultural Justiça Federal
Datas: 06 e 20 de outubro
Horário: 14h ás 18h
Investimento: 150 reais

19 de set de 2012

Curso "Novas formas de convenção de espetáculos"




O curso possui um caráter teórico e procura destacar como as revistas especializadas e outros suplementos jornalísticos reproduziram, em suas páginas, as constantes reações de grupos e companhias teatrais em rejeitar códigos e procedimentos estéticos em conformidade com os padrões estabilizados da linguagem teatral. Nesse módulo, as discussões se voltam para o delineamento de um painel mais radical na produção de espetáculos pós-década de sessenta, em que o choque estético e ideológico dos movimentos sociais vai influenciar, de forma determinante, na configuração de uma linguagem cênica diferenciada, pautada na expressiva visualidade dos elementos teatrais e nos modos de composição de novas dramaturgias.



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Datas: 06 e 20 de outubro de 2012

Horário: 14 às 18h

Preço: 150 reais

Local: Centro Cultural Justiça Federal


Segunda edição do projeto "Em revista, o teatro brasileiro no século XX"


20 de mar de 2012

Conhecendo o projeto "Em revista, o teatro brasileiro no século XX"

O enfoque do projeto é oferecer, aos participantes interessados em cultura geral, uma abordagem panorâmica dos aspectos mais relevantes do movimento teatral brasileiro no século XX, a partir das publicações em periódicos especializados no assunto.

Por esse âmbito, pretende-se resgatar os fatos, as modificações estéticas, rupturas e divergências de pensamento, buscando como fonte de estudo e análise artigos, matérias e entrevistas concedidos pelos próprios atuantes, ou seja, atores, diretores, críticos e técnicos, a diversas revistas teatrais brasileiras que circularam no século XX. O olhar privilegiado de investigação se deterá no relato de todos os envolvidos na máquina de fazer espetáculos, resguardados nas páginas amareladas destas revistas.

O aspecto panorâmico do curso não visa a dar conta de uma totalidade, o que seria impossível, mas, a partir do que se considera como mais importante em cada fase histórica da nossa cultura cênica, é possível verticalizar as discussões, permitindo, nessa volta ao passado, detectar nuances de um fazer artístico que insiste em dialogar com o nosso presente histórico.

Tal esforço se insere numa tentativa de instigar no aluno, com ou sem nenhum prévio conhecimento nos assuntos artísticos, a capacidade de pensar o fazer teatral num cenário mais amplo, não restringindo somente a sua importância dentro das quatro paredes virtuais que protegem os palcos, mas sim num raio de atuação que expande as fronteiras do território prático da cena, ou seja, o teatro como lugar de reflexão social e estético. O teatro como diversão, mas também o teatro como campo de batalha ideológico.

A partir dessa compreensão, as discussões que pretendemos que surjam, no diálogo com o participante, partem de alguns pressupostos que descreveremos a seguir: Em primeiro lugar, pretendemos unir esforços para pensar como esses discursos, que não possuem o formato de uma narrativa estruturada pela história, podem ser fundamentais para formar novos olhares e pontos de vista de uma fase que já passou cronologicamente. Em segundo lugar, chamaremos atenção para a importância desse tipo de publicação na nossa área de atuação. Geralmente essas revistas especializadas têm vida curta, embora os esforços valiosos dos seus realizadores sejam de manter, o mais longamente possível, a duração dessas publicações. Por fim, tentaremos entender o conceito de teatro nacional no decorrer do tempo, já que a maior parte das produções espetaculares, de caráter mais expressivo, se concentrou no eixo Rio-São Paulo.

Proejto "Em revista, o teatro brasileiro no século XX"

2 de fev de 2012

Conto 13 - O sono interrompido

Um homem caminhava entre corpos, dejetos, vontades, excrementos e gozo. O lugar da satisfação permitia a exposição mais íntima, o compartilhamento de prazeres escancarados. A hora pouco importava. Quanto mais madrugada adentro fosse, mais o risco atiçava-lhe a fome de orgia. A Rua do Ouvidor era a entidade maldita que indicava, em seus ouvidos, o caminho certo a ser trilhado por vias tortas. Estava próximo à Igreja da Candelária. Dali de dentro, podia se ouvir o som do pecado que gemia dando o cu. Gemido abafado que vinha da floresta de zumbis em forma de libido. Espasmos que ajudavam a alargar o esfincter e provocar a sensação de deleite do viciado em convulsão. O sangue escorria da ferida aberta. Era o cheiro da rua imunda! Eram baratas esbarrando em montes de fezes humanas. Viu a cena: Um cara defecava na calçada, encostado à pilastra do edifício. Horário ilícito. Beco das trevas. As relações humanas dispensavam a praxe dos formalismos. Não conseguia se mexer. Viu o esvaziamento humano. Acompanhou até o fim. Tinha que cagar. Onde cagam os moradores de rua? Pensou nas moscas. Pensou nos insetos! Era um cara higiênico! (Preferiu se afastar). Limpou a bunda. Pedaço de jornal. Matéria. Fatos do dia. Imagem. Herdeiro de bilionário carioca atropela manifestantes que diziam não à impunidade. Todos os mortos perderam cinquenta pontos na carteira. A merda borrava a foto do infrator-filho-empresário. Intervenção estético-orgânica produzido em suporte descartável. Levantou a calça. Andou em direção à Avenida (..) Deitou-se num papelão semi-novo. Voltou ao sono interrompido!